quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

O espião que se queixa de ser espiado

Havia um espião que se fartava de espiar.
Parece que o tal espião ouvia Mozart, numa associação de culto, também ela rodeada de secretismo.
O dito espião, um dia, deixou a espionagem, não recatadamente como seria aconselhável, mas ao som do ilustre compositor, Mozart, na véspera de uma cimeira internacional importante para Portugal.
Logo a seguir, foi trabalhar para uma empresa privada, onde trabalham outros antigos colegas espiões bem como uns conhecidos apreciadores de Mozart.
Parece que o antigo espião deixou hoje a dita empresa e, em nota de imprensa, queixa-se de a sua vida estar a ser completamente escrutinada.
Estarei enganado ou o espião que gosta de Mozart, queixa-se agora de que anda a ser espiado?

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