quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

800 000

800 000. É esse o número assustador de que nos aproximamos a velocidade acelerada.
A frieza do número esconde atrás de si a miríade de tragédias pessoais com que nos cruzamos todos os dias. O nosso primo, a nossa irmã, o vizinho do 2ºdireito, a filha do nosso colega da secretária em frente. A mancha alastra imparável. Não conhece fronteiras, idades ou formações. Avança alimentada pela nossa impotência. Avança alimentada pela ausência de "alternativas viáveis". Alimenta-se do pânico gerado pela mínima reacção "mercados". Alimenta-se da inércia justificada pela falta de "lideres fortes e preparados". No fundo alimenta-se de nós. Nós, os que continuam à espera de ser salvos pelos "sinais" daqueles que nunca conheceram o mapa que nos tirará do labirinto.

Afinal o que esperamos nós?

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