
Consta que no último Congresso do PSD os congressistas do Porto receberam a seguinte mensagem no telemóvel:
"Pede-se aos delegados que demonstrem a sua satisfação com a eleição do vice-presidente do
PSD, Dr. Marco António Costa, quando subir ao palco."
Sem o mesmo requinte artístico, com esta iniciativa de "vanguarda" na comunicação partidária, o PSD e Marco António Costa conseguiram fazer-nos regressar ao tempo do saudoso Tony Silva de Herman José que, utilizando uma esbelta senhora, pedia aplausos e risos ao público com duas vistosas placas.
Este é mais um exemplo do ridículo a que um congresso partidário pode chegar. Em vez de debate de ideias e confronto de alternativas sintonizados com a realidade do país, assiste-se a um reality show e entertenimento de baixa categoria, em que os delegados são tratados como meros figurantes em vez de representantes da vontade genuína dos militantes.
Organização, rigor e exigência na imagem e na mensagem para os media não podem implicar opções parolas de condicionamento da vontade dos congressistas.
A História dos partidos, a nossa democracia, o nosso país, merecem mais. Muito mais!
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