segunda-feira, 26 de março de 2012

A RUA


Neste ambiente político em que vivemos, importa salientar, as posições insensatas e extemporâneas do Senhor presidente da República, desta feita ao “achincalhar” o ex-primeiro ministro, levantando um generalizado eco de protestos (da direita à esquerda). Note-se que o Presidente Aníbal Cavaco Silva, eleito por sufrágio direto e universal, deixou de ser, definitivamente, o Presidente de todos os portugueses. Acresce ainda relevar que, lá para o final do ano, quando o desemprego atingir os 15%, e os primeiros desempregados do ciclo governativo iniciado no ano passado, deixarem de beneficiar do seu reduzido subsídio de desemprego, é bem possível que a voz do Presidente, nem sequer seja ouvida. Quando a miséria começar a transbordar de forma mais abrangente, sem um Presidente da República capaz de unir as gentes, a rua poderá mesmo vir a ser o terreiro de todos os protestos.
Muitos, com propósitos ínvios, não se esquecem de nos lembrar quase diariamente que somos diferentes dos gregos, esquecendo-se de referir que este é um povo com uma História milenar, identitária da civilização europeia, a de hoje, que já renegociou a sua dívida e que persiste em sair à rua.

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