Este
fim-de-semana, prolongado porque o dia 5 de Outubro ainda teve honras de feriado
nacional, foi profícuo em reflexões dos nossos responsáveis políticos. É
possível que o simbolismo da data os tenha inspirado.
Nestes
tempos conturbados, em que os símbolos, que perpetuam o nosso sentimento de
pertença ao país, foram tão mal tratados (vide, a bandeira de Portugal, ainda
que por lapso, foi hasteada de pernas para o ar), pudemos ouvir um discurso do
Senhor Presidente da República dedicado, no essencial, à educação dos
portugueses, enquanto desígnio nacional.
Este
político, que assumiu as maiores responsabilidades em Portugal (foi Primeiro
Ministro para além de 10 anos), só agora se lembrou da importância da educação!
Em viagem
pelo Alentejo, com uma passagem por Sines e pelo seu porto de águas profundas e
de fundos naturais, recordei o destaque que, em tempos, o mesmo Presidente da
República, dedicou ao Mar.
No
percurso de Sines para Alcácer do Sal, pude constatar que este Governo, após
terem sido gastos milhões de euros em estudos, expropriações e terraplanagens,
mandou parar as obras de melhoramento rodoviário na zona. A paisagem apresenta-se
agora entrecortada de segundas estradas em terra, viadutos por acabar, etc… (o
Metro Mondego, não é caso único no país!).
Sines,
que poderia almejar a ser o porto mais importante da Europa – dadas as suas
características naturais únicas, que permitem a atracagem de barcos de grande
calado -, com tudo o que isso significava para o País, fica assim adiado por inexistência
de acessibilidades adequadas.
Será
que o Senhor Presidente da República que tanto investiu na temática do Mar, se
terá esquecido que o Mar, sem Terra, perde todo o seu interesse? E que não haverá
um porto atrativo, moderno, com uma grande plataforma logística, sem as vias
necessárias para distribuir as mercadorias pelo resto do mundo?
Neste 5 de Outubro, fica a garantia,
que este Presidente dos desígnios enunciados, mas por cumprir, não voltará a
ser reeleito Presidente da República, no próximo quinquénio.
Fica o esmorecimento de os desígnios
nacionais, uma vez enunciados, não são para serem levados a sério. Por isso,
chegámos até aqui!

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