terça-feira, 7 de maio de 2013

Dissimulados!




À semelhança do que acontece no país, o Município de Coimbra é também governado por uma coligação entre o PSD e o CDS/PP. Infelizmente, as semelhanças não se ficam por aqui.

No Município de Coimbra, a coligação PSD mais CDS/PP, tem a maioria absoluta na Vereação, mas as relações entre os dois partidos são de mera conveniência. O Presidente da Câmara (PSD) menospreza o vereador do CDS/PP e este, responde na mesma moeda, ausentando-se da sala no momento da votação do orçamento.

Também no país, cada vez que Passos Coelho anuncia novos cortes, logo o líder do outro partido de coligação, Paulo Portas, se demarca nas televisões e em horário nobre (“prime time”).

Não é só face ao parceiro de coligação que em Coimbra, o PSD tem duas caras. Assim, o Presidente de Câmara defende publicamente o projeto do metro ligeiro de superfície contra os cortes deste Governo, mas dois anos volvidos, nem um centímetro temos de carril, não obstante ser um antigo Vice-presidente da Câmara, militante do PSD, que continua a liderar o projeto.

O Presidente da Assembleia Municipal, outro distinto militante do PSD diz-se contra a extinção das freguesias de Coimbra, mas o mesmo aceitou presidir à Unidade Técnica para a Reorganização Administrativa do Território que emitiu parecer favorável à extinção de parte das freguesias de Coimbra.

No Município de Coimbra, o Presidente da Câmara é contra a nova lei das águas que o Governo pretende aprovar, mas tem na Empresa Águas de Coimbra, como presidente do conselho de administração, um dirigente local do seu partido, acérrimo defensor das políticas do Governo.

Temos em Coimbra um Presidente de Câmara que usa e abusa do truque de fingir que está contra tudo o que venha do governo do seu partido, numa atitude dissimulada, como de resto, no país, o seu parceiro de coligação CDS/PP faz em relação ao Governo.
 

Só que, para além de Barbosa de Melo não ter habilidade para imitar o dissimulado Paulo Portas, os conimbricenses estão a pagar em dose dupla os custos da dissimulação que decorrem da ação ou omissão do Presidente da Câmara e da ação do Governo que estão a afetar todos os portugueses.

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