Pela
primeira vez assisti, ao vivo, a jogos do Campeonato do Mundo de Futebol a
decorrer ainda no Brasil, sob a designação de “A Copa do Mundo de 2014”. Foram
dois jogos no país irmão a puxar pela nossa seleção. Em Manaus, Portugal defrontou
a selecção dos Estados Unidos da América, e em Brasília, a selecção da República do Gana.
O
voo para Manaus (cidade em plena Amazónia) ia já bem composto de entusiastas e adeptos
portugueses, de todas as gerações. Um dos cânticos mais entoados dizia simplesmente:
“Cristiano Ronaldo, Cristiano Ronaldo!”. Era como se gritasse: “Portugal, Portugal!”, tão arrepiante,
como cantar ” A Portuguesa” antes do início de cada jogo.
O
mesmo cântico era ouvido, vezes sem conta, em Manaus ou em Brasília, nas esplanadas,
a caminho do estádio ou durante os jogos. Afinal, o melhor do Mundo é português
e isso só pode ser sinónimo de orgulho nacional. Cristiano Ronaldo, mesmo
fisicamente menos bem, foi sempre o melhor em campo. Enfim, não consegue jogar mal.
É uma delícia observar cada finta, cada passe ou cada remate e a forma como se
posiciona no campo, mesmo quando o resto da equipa não o acompanha.
Cristiano
Ronaldo fez e continua a fazer muito pelo futebol. Ele é, porventura, o jogador
mais conhecido em todo o Mundo. Mas o mais relevante, é ele ser idolatrado por
milhões de crianças.
Em
Brasília, fomos recebidos magnificamente por um grande amigo e verdadeiro
embaixador de Coimbra na capital brasileira, o Ricardo Castanheira. Nos estádios
encontrámos dezenas de jovens portugueses, agora a trabalhar no Brasil, a
maioria dos quais são engenheiros, que
foram ver os jogos vindos de São Paulo ou do Rio de Janeiro, todos irmanados num
sentimento de pertença nacional que orgulhosamente gritavam: “Cristiano
Ronaldo, Cristiano Ronaldo!” e “Portugal, Portugal!”
“O
futebol é um jogo que se presta a uma hermenêutica muito peculiar: necessita de
ser interpretado, reinterpretado e até sobre interpretado. Esta necessidade
voraz enche conversas de café, de rua, de estádio e de restaurante um pouco por
todo o mundo, a todo o instante – neste sentido, falar de futebol exige quase
tão pouco como jogar futebol”. Estra frase, retirada do livro “Eterno Domingo”,
escrito pelo Ricardo Namora, resume bem, o clímax deste Mundial. Um livro que
nos relembra figuras como a de Zico, Conti, Cerezo, Pelé e Di Stéfano e outros jogadores famosos, bem como
treinadores e árbitros. Um livro, cuja leitura aconselho a todos aqueles que
gostam do desporto rei e de Cristiano Ronaldo, sem dúvida um dos maiores
protagonistas de sempre…

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